Você não é o mesmo.

“Eu falei com você e você não escutou. Conversei com você e você não deu a mínima. 1,2,3… Quantas garrafas você virou mesmo? “Você já está alterado”, digo. Mais uma vez ignorada com sucesso. Você já está todo solto, tá falando besteira, tá com ciúmes à toa. “Para!! Me respeite por favor. Vou pro carro, fica aí se divertindo, aqui tá frio”. “O que você tá fazendo aí? Volta pra festa, tá todo mundo se divertindo!” Você chega reclamando, porém, não percebeu que eu não estava, não estava lhe reconhecendo, você perdeu o doce, o colorido, você tava frio, rude e ignorante! “Você quer ir embora? Eu vou agora!”. Ele briga mais uma vez. “Não vou com você desse jeito, você tá louco? Você tá bêbado!”. Eu tomo a chave, você vem pra cima de mim, aperta meu braço, me machuca com suas unhas. o que tá acontecendo com você? O meu príncipe encantado, desencantou? Virou um ogro? “Você me machucou! Não tá vendo?”, “Você tá louca, nem encostei em você!”. Palavrões e palavrões são deferidas a mim, me destruindo por dentro, tirando a cor do meu mundo que só você havia colorido. Digo pra nunca mais olhar na minha cara, eu não mereço isso. De manhã, arrependido, diz que bebeu demais, que só seria rosas, que não queria mais me ver sofrer, eu gosto de você, não poderia ficar sem nossos momentos de felicidade. Então perdoei, mas seria eu louca? Ou uma vagabunda que se presta à qualquer papel? É que seu amor e carinho me faz querer lutar pela sua melhora.”

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